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Busca Constante da Ação Correta
Transmuta a Ignorância em Sabedoria
 
 
Carlos Cardoso Aveline
 
 
Pintura mural ou iluminura medieval, de estilo renascentista inicial, retratando um alquimista ou boticário sentado de perfil numa caixa de madeira, operando um forno de destilação ou atanor de terracota. A figura veste uma túnica cinzenta clara e uma fita branca na cabeça, estendendo a mão em direção a uma abertura no forno cilíndrico, que possui uma cúpula cónica cinzenta com um bico de escoamento. Um pequeno almofariz ou recipiente repousa sobre a estrutura, estando toda a cena emoldurada por um arco arquitetónico gótico esculpido em pedra. Use o código com cuidado.Este texto descreve com exatidão a dimensão histórica da imagem e está pronto para ser colado diretamente no atributo alt do WordPress, reforçando a semântica da página.Qual é o próximo artigo ou ideias em bruto que deseja otimizar sob o protocolo técnico?As respostas de IA podem incluir erros. Saiba mais
 
Na prática da filosofia esotérica, o
forno alquímico é a vida inteira do aprendiz.
 
 
 
No reino das boas intenções e das decisões generosas, cada ser humano tem um poder quase infinito. No reino das ações práticas, porém, o indivíduo é limitado pelo carma. 
 
Sempre que alguém deixa de sonhar acordado e parte para o trabalho efetivo, troca o reino das possibilidades ilimitadas pelo plano da realidade condicionada.  Sonhar não tem limites, mas ações concretas devem ser colocadas em prática em terreno árido. 
 
Mesmo quando a intenção é boa, a ação pode estar ausente, ou pode ser o tipo errado de ação. Ainda quando a ação é ao mesmo tempo altruísta e sábia, os resultados talvez sejam invisíveis por longo tempo.  As sementes plantadas não são vistas.  A renúncia a resultados de curto prazo é, portanto, essencial. 
 
A prática da ação correta ensina lições de modéstia, simplicidade e desapego.  A forma como tais lições vêm até o aprendiz pode ser agradável ou não.  É graças aos esforços nessa área que o ser humano aprende pouco a pouco a perceber a verdadeira substância da autodisciplina. Emerge então gradualmente a capacidade de concentrar-se no que é elevado, e de colocar sua energia vital no cumprimento do dever.
 
Os esforços, inicialmente intermitentes e entremeados com falhas e derrotas, passam a sofrer interrupções cada vez menores e menos importantes, até que a prática da ação correta se torna estável. Então o seu magnetismo passa a ser vencedor e se espalha pelas diferentes situações da vida.
 
Mesmo assim, os desafios estarão sempre presentes. E eles surgirão de modo inesperado, derrubando ou questionando aquilo que parecia mais firme. Toda vigilância é necessária, especialmente nos momentos de vitória e de aparente tranquilidade externa. O único alicerce estável da vida está no eu superior ou alma imortal. Todos os outros “alicerces” são probatórios e oscilam. Esquecer disso apenas torna mais difícil enfrentar os testes inevitáveis da vida de aprendiz.
 
O poder da concentração em uma meta nobre possui efeito alquímico porque transforma para melhor a natureza inteira do indivíduo, em meio aos desafios que o próprio fato da concentração aumenta e torna visíveis.
 
A vida inteira do aprendiz é o forno alquímico. O eu superior – o verdadeiro eu, a voz da consciência – é o alquimista. A concentração em uma meta nobre é o fogo transformador que coloca a realidade em relativa ebulição, fazendo com que tudo se acelere.
 
Quando observada do ponto de vista externo, a transmutação mágica de ignorância em sabedoria ocorre de um modo quase imperceptível.  Internamente, porém, o processo de aprendizagem avança sem um único momento de pausa. Uma a uma, as antigas certezas em relação ao mundo externo pessoal são substituídas, não sem sofrimento, por certezas de uma natureza aérea, impessoal, e que existem apenas no plano da percepção pura.
 
As primeiras lições de desapego não são, pois, sempre agradáveis. A decisão central de buscar a verdade sobre todas as coisas torna a vida claramente fluída. A impermanência de tudo o que não é essencial se transforma num fato cada vez mais inegável.
 
A bênção maior surge de uma compreensão estável dos movimentos oscilatórios da vida. E esta visão correta só é firme e permanente devido à sua natureza abstrata. A compreensão transcende pela transparência os diferentes ciclos e marés do oceano coletivo das existências, enquanto amplia lateralmente – em silêncio – o contato libertador da alma com a verdade universal.
 
 
Uma versão inicial do texto acima foi publicada de modo anônimo na edição de maio de 2011 do boletim eletrônico “O Teosofista”.
 
 
Sobre o mistério do despertar individual para a sabedoria do universo, leia a edição luso-brasileira de “Luz no Caminho”, de M. C.
 
Capa do livro Luz no Caminho de MC, com tradução, notas e prólogo de Carlos Cardoso Aveline.
 
Com tradução, prólogo e notas de Carlos Cardoso Aveline, a obra tem sete capítulos, 85 páginas, e foi publicada em 2014 por “The Aquarian Theosophist”.
 

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