Pomba Mundo

Um Trecho da Peça “Como Você Quiser”

 

William Shakespeare

 

As Sete Idades do Homem

 

 

Nota Editorial:

 

Numerosos estudantes de filosofia esotérica afirmam que o ator inglês William Shakespeare na verdade apenas emprestou seu nome, concordando em aparecer como autor das numerosas peças escritas pelo pensador e estadista Francis Bacon, profundo conhecedor da tradição esotérica. O norte-americano Manly P. Hall e a inglesa Jean Overton Fuller estão entre os que apresentam evidências a respeito. A controvérsia é mencionada de passagem nas Cartas dos Mahatmas.

 

As peças de Shakespeare foram escritas em versos, mas, nesta tradução para o português coloquial, abandono a ideia de rimas.

 

O trecho a seguir, da comédia “As You Like It” (“Como Você Quiser”), é um exercício irônico de meditação sobre a passagem da vida humana. Constitui um estímulo para que não percamos muito tempo com o eu inferior – a casca – e busquemos ampliar o contato com nosso eu superior, Atma-Buddhi, a alma imortal.

 

O trecho pertence à Cena Sete do Ato II.  Poucas falas antes, um personagem da comédia afirma:

 

“Agora são dez horas e você pode ver como o mundo oscila; há uma hora eram nove, dentro de uma hora serão onze; a cada hora que passa nós amadurecemos; a cada hora apodrecemos; nisso há toda uma história.”

 

O pessimismo em Shakespeare é aparente. A lição prática manda viver com plena atenção cada instante da vida.

 

(Carlos Cardoso Aveline)

 

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As Sete Idades do Homem

 

William Shakespeare

 

O mundo inteiro é um palco,

E todos os homens e mulheres são meros atores:

Eles têm suas saídas e suas entradas;

E um homem cumpre em seu tempo muitos papéis.

Seus atos se distribuem por sete idades. No início a criança

Choraminga e regurgita nos braços da mãe.

E mais tarde o garoto se queixa com sua mochila,

E seu rosto iluminado pela manhã, arrastando-se como uma lesma

Sem vontade de ir à escola. E então, o apaixonado,

Suspirando como um forno, com uma balada aflita,

Feita para os olhos da sua amada.  Depois o soldado,

Cheio de juramentos estranhos, com a barba de um leopardo,

Zeloso de sua honra, rápido e súbito na briga,

Buscando a bolha ilusória da reputação

Até mesmo na boca de um canhão. E então vem a justiça,

Com uma grande barriga arredondada pelo consumo de frangos gordos,

Com olhos severos e barba bem cortada,

Cheio de aforismos sábios e argumentos modernos.

E deste modo ele cumpre seu papel. A sexta idade o introduz

Na pobre situação de velho bobo de chinelos,

Com óculos no nariz e a bolsa do lado,

Suas calças estreitas guardadas, o mundo demasiado largo para elas,

Suas canelas encolhidas, e sua grande voz masculina

Quebrando-se e voltando-se outra vez para os sons agudos,

Os sopros e assobios da infância.  A última cena de todas,

Que termina sua estranha e acidentada história,

É a segunda infância e o mero esquecimento,

Sem dentes, sem mais visão, sem gosto, sem coisa alguma.

 

[ “As You Like It”, Ato II, Cena VII, em “The Complete Works of William Shakespeare”, Edited by  W. J. Craig, M.A., Magpie Books, London, 1992, 1142 pp. ]

 

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O artigo acima está disponível nos websites da Loja Independente de Teosofistas desde 21 de maio de 2026.

 

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Leia mais:

 

* O Número Sete.

 

* Todas as Idades da Vida.

 

* O Monastério Invisível.

 

* A Prática da Presença Divina.

 

* A Presença Sagrada Junto a Nós.

 

* Seção Temática A Reencarnação e a Lei do Carma.

 

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Antes de desejar, faça por merecer, Helena Blavatsky.

 

Helena Blavatsky (foto) escreveu estas palavras: “Antes de desejar, faça por merecer”. 

 

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